Uma manhã diferente, fora da rotina e cheia de descobertas. Foi assim que estudantes do Centro de Ensino Especial (CEE) 01 do Guará viveram a experiência desta quarta-feira (8), no Cine Brasília. Cerca de 40 estudantes participaram de uma sessão adaptada do projeto Cinema Inclusivo e Especial. Para muitos, mais do que assistir a um filme, foi a oportunidade de ocupar um espaço cultural da cidade e vivenciar algo novo.
A atividade integra o projeto Territórios Culturais, que aproxima estudantes da rede pública dos equipamentos culturais do Distrito Federal. A iniciativa é realizada em parceria entre as secretarias de Educação (SEEDF) e de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF). No período da tarde, estudantes do CEE 01 de Santa Maria também participaram da programação.

Atentos ao enredo da animação Cara de um, focinho de outro, os pequenos acompanharam a história que traz valores, como a importância de preservar a natureza, a união, a amizade e o trabalho em equipe.
“Eu acho uma experiência bem enriquecedora, muitas vezes eles não têm oportunidade de transitar nesses espaços culturais. Eu achei bacana, principalmente por ter uma adaptação, uma acessibilidade. Isso faz parte do desenvolvimento deles, esse acesso à cultura, arte, experiência de socialização, interação”, afirma a coordenadora pedagógica do CEE 01 do Guará, Bruna Ferraz.
Territórios Culturais
O projeto Territórios Culturais tem como objetivo incentivar a conexão entre as unidades escolares e os patrimônios culturais do DF, transformando esses espaços em extensões do processo educativo e fortalecendo o sentimento de pertencimento.
“Nós temos um pré-agendamento, por meio das escolas que se inscreveram para o projeto, selecionamos as escolas de todas as coordenações regionais de ensino e o transporte traz os estudantes. Nós enviamos o material pedagógico dos Territórios Culturais para que os professores possam trabalhar os temas do filme a que os meninos vão assistir. Nós sempre tomamos cuidado em relação ao espaço, nós queremos que eles se sintam acolhidos”, descreve a responsável pelo projeto, Ilane Nogueira.
Coordenada pela Subsecretaria de Educação Inclusiva e Integral, a ação se repete há quatro anos e vem sendo ampliada para atender diferentes perfis de estudantes, sempre com atenção às necessidades de cada grupo.
“Esse projeto é importante para que esses estudantes possam ter acesso à cultura, saídas pedagógicas, conhecerem o patrimônio da nossa cidade, até para serem vistos nestes espaços culturais”Alex Vasconcelos, assessor da Subsecretaria de Educação Inclusiva e Integral
“Esse projeto é importante para que esses estudantes possam ter acesso à cultura, saídas pedagógicas, conhecerem o patrimônio da nossa cidade, até para serem vistos nestes espaços culturais. Então, escolhemos o público e vamos adequar a sessão para esse perfil. Hoje, estamos com a sessão à meia-luz, por conta da sensibilidade dos estudantes, som mais baixo, ar-condicionado não muito gelado. Se estamos recebendo deficiente auditivo, por exemplo, a gente busca ter uma janela de libras aberta, se for deficiente visual é necessário a audiodescrição”, destaca o assessor da Subsecretaria de Educação Inclusiva e Integral, Alex Vasconcelos.
Conforme a Portaria nº 265, de 16 de agosto de 2016, são princípios básicos da Educação Patrimonial: memória, identidade, preservação, pluralismo, acessibilidade, valorização, formação e a abordagem inter, multi e transdisciplinar.
Para participar do projeto, algumas orientações são importantes: realizar o agendamento prévio, verificar a classificação indicativa dos filmes, preparar os estudantes com atividades sobre cinema e patrimônio, além de orientar sobre roupas confortáveis, hidratação e alimentação.
*Com informações da Secretaria de Educação (SEE-DF)
Por: Marissol Fontana / Fonte: Agência Brasília

