Home ConsciênciaTransparência nas urnas: Justiça Eleitoral do DF define aparelhos para auditoria pública no dia da votação

Transparência nas urnas: Justiça Eleitoral do DF define aparelhos para auditoria pública no dia da votação

Cerimônia aberta à sociedade selecionou 23 equipamentos eletrônicos que passarão por simulações em ambiente controlado e checagem de sistemas para assegurar a fidelidade do voto popular.

by Marissol

Em um passo decisivo para reafirmar a transparência e a segurança do processo democrático, a Justiça Eleitoral realizou, no plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal, a audiência pública responsável por definir os aparelhos que serão auditados no pleito de 2026. Ao todo, 23 urnas eletrônicas foram selecionadas, por meio de sorteio aleatório e indicações de entidades fiscalizadoras, para passarem por uma rigorosa bateria de testes de integridade e autenticidade ao longo do dia da votação.

O encontro contou com a presença de magistrados, promotores, representantes de legendas partidárias e observadores nacionais e internacionais. Durante a solenidade, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, desembargador Ângelo Passarelli, destacou que a presença desses múltiplos atores reforça a credibilidade dos equipamentos diante da sociedade, garantindo que a vontade manifestada por cada cidadão seja respeitada sem margem para interferências.

O plano operacional estabelecido divide os 23 aparelhos em duas etapas complementares de verificação técnica, amparadas pela Lei das Eleições e pela Resolução 23.673/2021 do Tribunal Superior Eleitoral. A primeira frente, composta por 20 urnas, será submetida ao chamado teste de integridade, um procedimento minucioso que reproduz a dinâmica de uma votação convencional em um espaço protegido e sob vigilância contínua.

De acordo com o presidente da Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica do Distrito Federal, juiz João Marcos Guimarães, a dinâmica foi desenhada para preservar o fluxo normal dos eleitores nos colégios. No momento em que uma urna é sorteada na seção eleitoral, uma equipe autorizada realiza a sua substituição imediata por um aparelho de contingência devidamente configurado com os mesmos dados. O equipamento recolhido segue sob escolta para a central de auditoria, onde câmeras de segurança realizam transmissões ao vivo e ininterruptas, com marcadores de tempo, pelos canais do órgão judicial e da TV Câmara Distrital.

No dia do pleito, após a emissão da zerésima, auditores e fiscais realizam a digitação de votos previamente registrados em cédulas de papel. Quando a votação se encerra, às 17h, o Boletim de Urna impresso pela máquina é confrontado com as cédulas físicas. A conformidade plena entre os dois registros certifica que o voto digitado na tela corresponde exatamente ao resultado apurado pelo sistema.

A segunda vertente contempla as outras três urnas restantes, designadas para o teste de autenticidade dos sistemas operacionais. Como salientou o corregedor do órgão distrital, desembargador João Egmont, essa análise ocorre presencialmente nos próprios locais de votação, com a condução de peritos e especialistas em tecnologia da informação. A meta é constatar que os softwares instalados na memória dos aparelhos mantêm as assinaturas digitais e a lacração original fornecida pela corte eleitoral superior, compondo mais uma camada de segurança técnica voltada a proteger a soberania do sufrágio popular.

Por: Revista MARI.SSOL

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