A confusão dos meses: por que os nomes não seguem a ordem numérica?

Na última coluna, falamos sobre a origem do nome “Janeiro” e seus significados. Um leitor curioso mandou uma pergunta que pode já ter passado pela sua cabeça também:

“Professor, por que os meses Setembro, Outubro, Novembro e Dezembro parecem estar ligados aos números 7, 8, 9 e 10… se na verdade são os meses 9, 10, 11 e 12 do nosso calendário?”

Se tem uma coisa que brasileiro gosta, além de uma boa regra, é de saber de onde vêm as coisas. Então bora entender essa confusão numérica?

A curiosa origem dos nomes dos meses
Você já reparou nesses detalhes?

Setembro lembra o número sete, mas é o mês 9.
Outubro lembra oito, mas é o mês 10.
Novembro parece nove, mas é o mês 11.
Dezembro soa como dez, mas é o mês 12.

Ué, professor! Isso faz e não faz sentido ao mesmo tempo…

Calma! Não pira. Vem comigo que eu te explico!

Quando o ano começava em março…
Na coluna anterior, você viu que o calendário romano antigo tinha apenas 10 meses e o ano começava em março.

Contando a partir de março, tudo faz mais sentido. Olha só:

Março (1)
Abril (2)
Maio (3)
Junho (4)
Julho (5)
Agosto (6)
Setembro (7) → Septem = “sete” em latim
Outubro (8) → Octo = “oito” em latim
Novembro (9) → Novem = “nove” em latim
Dezembro (10) → Decem = “dez” em latim

Perfeito, né? Cada nome combinava direitinho com a posição do mês no ano.

Então o que deu errado?

O “problema” começou quando decidiram que o ano não começaria mais em março.

Aí o que aconteceu?

Janeiro e Fevereiro foram adicionados no início do ano, empurrando todos os outros meses para frente:

Setembro, que era o 7º, virou o 9º.
Dezembro, que era o 10º, virou o 12º.

Mas por que não trocaram os nomes dos meses para manter a lógica?

Simples: os nomes já estavam na boca do povo. Trocar daria trabalho e causaria confusão. Era como mexer em uma marca consolidada e ninguém quis se meter com isso.

A língua é viva… e a história anda junto com ela! A gente vive repetindo nomes que nasceram em outro contexto de um calendário que já nem existe mais.

Curtiu descobrir esse “atraso” de dois meses?
É por isso que eu amo a nossa língua e a sua história. Sempre tem um detalhe escondido que muda a forma como a gente enxerga o mundo.

Que este ano seja incrível pra todos nós, com muita informação, curiosidade e língua portuguesa!

Nos vemos na próxima coluna. Vamos que vamos!

Por Revista Plano B
Fonte Veja
Foto: Reprodução/Divulgação

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