Com calendário de emendas, Congresso aprova diretrizes do orçamento de 2026
O Congresso Nacional aprovou nesta quinta-feira (4) o projeto da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) para 2026. A proposta estabelece calendário para pagamento de emendas parlamentares de execução obrigatória. O texto agora seguirá para a sanção presidencial.
O projeto aprovado estabelece regras de elaboração e prioridades para o Orçamento do próximo ano. O projeto prevê que 65% das emendas parlamentares de execução obrigatória (individuais e de bancadas) terão que ser pagas até julho.
O cronograma valerá para liberação das chamadas “emendas Pix”, de transferência especial direta, e para as emendas individuais e de bancada destinadas a fundos de saúde e de assistência social.
A criação de um calendário de pagamento dos repasses é uma demanda antiga dos parlamentares, que já tentaram inseri-la outras vezes na LDO de anos anteriores. Este ano, entretanto, durante a elaboração da peça orçamentária, a proposta ganhou força por se tratar de um ano eleitoral e os parlamentares visarem abastecer as bases antes do pleito.
O texto aprovado foi o parecer do relator, Gervásio Maia (PSB-PB). Antes, o projeto foi aprovado na CMO (Comissão Mista de Orçamento) na quarta-feira (3). A votação, que deveria ter ocorrido até julho, foi destravada nesta semana após uma série de adiamentos.
A elaboração do texto envolveu intensas negociações entre Planalto e Congresso. O relator ainda incluiu na proposta trecho que atendou ao governo para permitir a perseguição do piso da meta de resultado primário para fins de limitação de gastos.
Os parlamentares também aprovaram a correção do Fundo Partidário conforme o montante autorizado no Orçamento de 2016, e não de 2023, como previsto pelo governo no projeto original. A mudança foi aprovada na CMO, mas foi alvo de votação em separado no plenário após o Novo apresentar um destaque, que foi rejeitado.
Pelo texto aprovado, a base de cálculo da atualização seguirá as regras do arcabouço fiscal, com reajuste até 2,5% acima da inflação, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).
Essa mudança, segundo técnicos, poderia custar cerca de R$ 160 milhões. O relator da LDO votou pela rejeição da mudança, mas foi derrotado.