5Em meio ao agravamento da crise política com o Congresso Nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu, na manhã desta segunda-feira (1º), parte do núcleo duro do governo no Palácio do Planalto para reavaliar a estratégia de articulação e definir quais projetos devem ser priorizados nas próximas semanas. Segundo fontes ligadas ao governo, a orientação é clara: reconstruir canais de diálogo com o Legislativo enquanto o Executivo tenta garantir avanços em áreas sensíveis, como economia e segurança pública.Participam da reunião o ministro da Fazenda, Fernando Haddad; o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski; e a ministra Gleisi Hoffmann, responsável pela articulação política com o Congresso. O encontro ocorre após um fim de semana de forte desgaste na relação entre o Planalto e o Senado, especialmente após a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF).A tensão subiu após declarações do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que reagiu publicamente às suspeitas de que estaria condicionando a aprovação de Messias — atual advogado-geral da União — à liberação de cargos e emendas. Segundo ele, setores do Executivo alimentaram a “falsa impressão” de que divergências institucionais seriam resolvidas por meio de barganhas políticas, algo que classificou como ofensivo.Alcolumbre também demonstrou surpresa com o fato de o Planalto não ter enviado a mensagem formal ao Senado comunicando oficialmente a indicação, apesar de ela já ter sido publicada no Diário Oficial da União. A leitura em plenário é etapa obrigatória antes da sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), presidida pelo próprio senador.Nos bastidores, parlamentares avaliam que o destino de Messias depende menos de sua trajetória jurídica e mais da capacidade do governo de reaproximar-se de Alcolumbre.

