Consumo de bebida alcoólica: especialista explica quando acionar o alerta

O alto índice de alcoolismo no Distrito Federal e o que fazer para enfrentar o problema foram temas do programa CB.Saúde — parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília — desta quinta-feira (20/2), que entrevistou Andrea Galassi, coordenadora do Centro de Referência sobre Drogas e Vulnerabilidades Associadas da Universidade de Brasília (UnB). 

“A primeira coisa a se fazer é a família ajudar a pessoa entender o problema com álcool. É fundamental a sensibilização junto com a família para procurar um tratamento”, afirmou Andrea Galassi às jornalistas Carmen Souza e Sibele Negromonte

Segundo o último levantamento realizado pela Secretaria de Saúde (SES-DF), em 2024, em Brasília, de uma a quatro pessoas consomem bebida alcoólica de forma abusiva na capital. A professora avaliou que esse cenário é preocupante. “Surpreende, no sentido de mostrar que somos a cidade que ocupa o segundo lugar, ficando atrás somente de Salvador.  O tipo de consumo mais problemático é o Beber Pesado Episódico (BPE) — por exemplo, em um churrasco, em um período de duas horas, o homem bebe cinco latas de cerveja e a mulher bebe quatro latas”, explicou.

“É sempre pior quando você acumula o consumo. As vezes, a pessoa não toma nada durante a semana. Aí, chega no fim de semana e enfia o pé na jaca, bebe muito e misturas bebidas. Esse padrão de concentração de bebidas no fim de semana é pior do que beber uma lata de cerveja todo dia, por exemplo”, detalhou.

Jovens e idosos

O aumento do consumo de álcool entre idosos também preocupa os especialistas de saúde. Andrea chama a atenção para o consumo pós-aposentadoria. “Tem que haver um planejamento para o que vai ser feito após a aposentadoria. Dependendo da carreira, a pessoa se aposenta antes dos 60 anos e se vê perdida na vida, começando o consumo tardio de álcool”, observou. 

Sobre os jovens, a professora afirmou que houve uma diminuição no consumo. “Há várias explicações para isso. Uma conscientização melhor sobre os riscos, temos um diálogo mais aberto sobre o álcool, o que influencia na escolha. Entre os adolescentes, também houve uma diminuição na experimentação. Entre as mulheres, essa taxa vem aumentando”, acrescentou.

*Estagiário sob a supervisão de Malcia Afonso

Por Luiz Fellipe Alves do Correio Braziliense

Foto: Minervino Júnior/CB/D.A.Press / Reprodução Correio Braziliense

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