Cos Desembarca em Seul com Coleção de Primavera que Redefine o Essencial

A cidade de Seul, consolidada como um dos epicentros globais de moda e cultura contemporânea, foi o cenário escolhido para o desfile de primavera/verão 2026 da Cos. O evento, realizado nesta quarta-feira (25), marcou a estreia da marca em passarelas sul-coreanas, apresentando uma proposta que transcende o conceito de peças básicas para explorar uma jornada rica em texturas e formas arquitetônicas.

De acordo com Karin Gustafsson, diretora de design da etiqueta, a escolha da capital coreana como pano de fundo não foi casual. “Seul, como um polo criativo global, oferece o cenário ideal para nossa coleção”, afirmou a executiva, destacando que o lançamento busca equilibrar a funcionalidade do cotidiano com a sofisticação exigida pelo mercado de luxo acessível.

A Estética da Nostalgia e a Materialidade

A coleção encontra sua inspiração na estética cinematográfica e na nostalgia das décadas de 1980 e 1990. O foco central recai sobre silhuetas moldadas pelo artesanato e pela exploração de materiais. Designar peças que equilibram estrutura e suavidade foi a prioridade, resultando em ombros marcados que contrastam com tecidos de caimento fluido.

A inovação têxtil surge como o pilar desta temporada. Entre os destaques apresentados, figuram:

  • Tecnologia e Leveza: Jaquetas quebra-vento de peso reduzido e trench coats em mescla de lã e linho.
  • Contraste de Superfícies: O uso de couro e tecidos técnicos com brilho suave, ao lado de texturas que remetem ao toque do papel e transparências etéreas.
  • Dimensionalidade: O linho mélange introduz profundidade visual às peças, enquanto superfícies plissadas conferem uma tátil singular.

Reinterpretação da Alfaiataria

A alfaiataria, marca registrada da Cos, ganha contornos mais suaves. Um conjunto na cor oxblood (sangue de boi) remete ao power dressing dos anos 80, com ombreiras que evoluem para mangas em estilo capa. Em contrapartida, a influência dos anos 90 aparece em cortes mais contidos e precisos, exemplificados por lapelas alongadas e pinças estrategicamente posicionadas para alongar a silhueta.

A paleta de cores é fundamentada em tons terrosos — cinza ardósia, marrom quente, cremes e brancos, pontuados por tons vibrantes de vermelho bordô e azul cobalto. Essa escolha cromática visa facilitar a montagem de um guarda-roupa cápsula que seja, simultaneamente, elegante e versátil.

Versatilidade como Premissa

Para Gustafsson, o objetivo final da coleção é a funcionalidade. As peças foram desenhadas para transitar entre diferentes ocasiões, permitindo combinações variadas que atendam às demandas da vida moderna sem sacrificar a estética. “Trata-se de encontrar o equilíbrio entre a sofisticação discreta e a utilidade”, conclui a diretora.

A nova coleção já está disponível para o público, consolidando a visão da marca de que o vestuário contemporâneo deve ser tão adaptável quanto as metrópoles que o inspiram.

Por: Revista MARI.SSOL

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