O surfista carioca Dadá Figueiredo morreu neste sábado, 24 de outubro, aos 61 anos. A causa da morte não foi divulgada.
Considerado um dos nomes mais influentes do surfe brasileiro durante a década de 1980, Dadá construiu uma trajetória marcada pela originalidade. Seu estilo agressivo combinava manobras tradicionais da modalidade com movimentos inspirados no skate, abordagem que ajudou a antecipar características posteriormente incorporadas ao surfe moderno.
A ligação com a cultura punk também se tornou parte de sua identidade. Dentro e fora do mar, o atleta ficou conhecido pela postura contestadora, pela intensidade e pela maneira particular de interpretar as ondas.
Entre os principais resultados de sua carreira estão o título do campeonato carioca de 1989 e a vitória no Sea Club Final Heat, competição realizada em Saquarema no mesmo ano. As conquistas consolidaram sua presença em um período importante de expansão e profissionalização do esporte no Brasil.
A Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro lamentou a morte do atleta e ressaltou sua contribuição para a transformação da modalidade no país.
“Revolucionário nos anos 1980, Dadá marcou a história do esporte com sua atitude autêntica, estilo punk e radicalidade nas ondas. Ele rompeu paradigmas, transformou a cultura do surfe carioca e nacional e inspirou gerações a surfarem com verdadeira paixão e identidade”, afirmou a entidade.
Uma trajetória de mudanças
A vida de Dadá também foi marcada por dificuldades pessoais. Ao longo da carreira, ele enfrentou problemas relacionados ao consumo abusivo de álcool e cocaína e passou por internações em clínicas de reabilitação.
Posteriormente, tornou-se pastor evangélico, iniciando uma nova etapa de sua trajetória. A mudança passou a integrar a história de uma personalidade conhecida não apenas pelo desempenho esportivo, mas também pelas transformações vividas fora das competições.
Dadá Figueiredo deixa como legado uma forma livre e inovadora de surfar. Sua combinação de referências urbanas, atitude punk e criatividade nas ondas contribuiu para modificar a cultura do esporte no Rio de Janeiro e influenciou diferentes gerações de surfistas brasileiros.
Por: Revista MARI.SSOL

