Grupo cria documentos com ‘idosos de aluguel’ e gera prejuízo de R$23 milhões

Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (6/2) a segunda fase da operação Melhor Idade que investiga uma quadrilha que fraudava sistemas previdenciários e assistenciais para obtenção de benefícios do governo federal com documentos falsos. 16 mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Distrito Federal, Goiás, São Paulo e Piauí.

Segundo a investigação, o grupo criou 285 documentos falsos, utilizando dados de 21 ‘idosos de aluguel’ que concederam características biométricas e faciais para confecção de CPFs, títulos de eleitor e identidades falsas. Alguns dos idosos foram localizados em 30 documentos falsos.

Com os documentos, a quadrilha fez aquisição de crédito consignado e obteve 259 Benefícios de Prestação Continuada ao Idoso (BPC) junto ao INSS. As fraudes geraram um prejuízo de R$ 23 milhões aos cofres públicos.

Em uma primeira fase da investigação, a Justiça Federal decretou o bloqueio de bens, suspensão de benefícios, cancelamento de CPFS. No final de janeiro, três pessoas foram presas e diversos mandados de busca e apreensão foram cumpridos.

Com os documentos, foram identificadas movimentações bancárias incompatíveis com a renda dos investigados e a ação de novos suspeitos. Deste modo, na manhã desta quinta-feira (6/2) novos mandados foram cumpridos. A operação da Polícia Federal evitou o desvio de R$ 35 milhões, que poderiam ter sido pagos aos criminosos.  

Por Jaqueline Fonseca do Correio Braziliense

Foto: Divulgação PF/DF / Reprodução Correio Braziliense

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