Lula atribui alta dos combustíveis a postos; sindicato aponta carga tributária

Em evento da Petrobras nesta segunda-feira (17/2), no Rio de Janeiro, o presidente Lula (PT) atribuiu os aumentos nos preços dos combustíveis ao reajuste do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), um imposto estadual, e aos postos de gasolina. “O povo não sabe que a gasolina sai da Petrobras a R$ 3,04 e que na bomba ela é vendida a R$ 6,49. Ou seja, ela é vendida pelo dobro do que ela sai da Petrobras”, afirmou o presidente.

Paulo Tavares, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e de Lubrificantes do DF (Sindcombustiveis- DF) rebateu fala do presidente Lula.

“É preciso entender que o preço da gasolina que sai da Petrobras, hoje está em R$ 3,04, com os impostos federais, que são PIS, COFIS e SID. Só aí já se somam R$ 0,80 centavos, ou seja, já são 25% de acréscimo sobre o preço Petrobras.  Além disso, temos o custo do ICMS nos estados, que são os governadores que ficam com esse  recurso. Nós estamos falando de R$ 1,47. Já são mais 48% de acréscimo, ou seja, quando chega na bomba, mais de 70% já são somente de impostos”, afirma Paulo. 

Para Tavares, o problema não é o posto, é o imposto. “As três maiores distribuidoras, que hoje representam 70% do mercado, têm aí em torno de 15% de lucro no preço de bomba. E sobram para os postos de combustíveis apenas 10%. Ou seja, 43 mil postos de combustíveis, que têm 800 mil colaboradores, 800 mil pais de família, ficam com apenas 10% do preço de bomba.”

Por Mariana Saraiva do Correio Braziliense

Foto: Ed Alves/CB/D.A.Press / Reprodução Correio Braziliense

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