Lula propõe transformar 2026 em “ano da comparação”

Ao discursar durante a entrega de unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida, nesta terça-feira (20/1), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antecipou o tom que pretende adotar no debate político das eleições de 2026. Em fala com forte conteúdo político, Lula defendeu que a disputa eleitoral seja marcada por uma comparação direta entre os resultados de sua gestão e os governos que o antecederam.

Segundo o presidente, após um período inicial dedicado à reconstrução de políticas públicas e estruturas do Estado, o governo entra agora em uma fase de apresentação de resultados concretos à população. “Depois de dois anos de reconstrução, a gente começou a preparar a terra e a plantar. Passamos o ano inteiro de 2025 recuperando este país, plantando as coisas, cuidando da terra, colocando fertilizantes, e agora vamos começar a colheita”, afirmou.

Lula deixou claro que pretende confrontar indicadores de sua administração com os períodos dos governos de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL). Para ele, o embate político deve se basear em dados objetivos e em entregas mensuráveis. “Precisamos transformar o ano de 2026 no ano da comparação. Vamos pegar a data em que foi feito o impeachment da Dilma em 2016, vamos pegar o governo Temer e o governo Bolsonaro. E vamos fazer uma comparação. O que nós fizemos em três anos com o que eles fizeram em sete anos”, declarou.

O presidente citou áreas que, segundo ele, devem ser centrais nesse balanço público, como educação, saúde, infraestrutura rodoviária, habitação, regularização fundiária, políticas para terras indígenas e quilombolas e programas de acesso ao ensino superior, como o Prouni. “Nós vamos comparar cada coisa que fizemos em três anos comparado com o deles”, reforçou, ao defender que o debate eleitoral se afaste de narrativas abstratas.

Durante o discurso, Lula também voltou a criticar a disseminação de desinformação no ambiente político e nas redes sociais. Para o presidente, a normalização das notícias falsas e dos ataques pessoais compromete a qualidade da democracia. “É preciso acabar com a era da mentira nesse país. Não é possível esse país estar subordinado à leviandade da mentira de pessoas que não têm respeito às crianças, às mulheres, às pessoas idosas e acham que podem ficar mentindo 24 horas por dia na internet”, disse.

Ele relatou ainda que declarações suas são frequentemente retiradas de contexto e manipuladas digitalmente. “Eles querem pegar uma ou duas palavras minhas para que possam distorcer e mandar para o mundo da internet. E nós não temos que aceitar esse tipo de coisa. Temos que começar a divulgar a verdade, para que a gente possa convencer aquelas pessoas que passam o dia inteiro no celular”, afirmou.

Lula ressaltou que a decisão sobre o futuro político do país caberá ao eleitor, mas destacou que não pretende se omitir diante do que considera um ambiente degradado de debate público. “Depois de fazer a comparação, o povo vai decidir o que ele quer para esse país. Mas eu não vou, enquanto eu for vivo, permitir que o povo brasileiro esteja subordinado à leviandade, à mentira, à grosseria e à falta de respeito”, concluiu.

Por Revista Plano B
Fonte Correio Braziliense
Foto: BBC Geral

Related posts

Rio Fashion Week retoma protagonismo e oficializa calendário de desfiles para edição histórica em 2026

Vestido de renda brasileira chama atenção em posse no Chile

RenovaDF inicia novo ciclo com cerca de 1,5 mil alunos em qualificação profissional

This website uses cookies to improve your experience. We'll assume you're ok with this, but you can opt-out if you wish. Read More