A edição de fevereiro da New York Fashion Week voltou a transformar a cidade em vitrine global da moda ao apresentar as apostas para o outono-inverno 2026. Durante uma semana intensa de desfiles, marcas consolidadas e novos talentos mostraram coleções que equilibram memória, inovação e identidade.
Entre os destaques, casas tradicionais como Carolina Herrera e Calvin Klein dividiram a atenção com a brasileira PatBO, que levou à passarela uma estética inspirada no espírito boêmio e na força do trabalho manual. O resultado foi um desfile marcado por texturas, movimento e referências à cultura musical e artística.
No geral, as coleções apostaram em tons intensos, sobreposições e modelagens que transitam entre o vintage e o contemporâneo. O resgate de técnicas artesanais e a preocupação com processos mais conscientes também apareceram como pontos fortes, indicando uma indústria cada vez mais conectada com sustentabilidade e autenticidade.
Outro aspecto evidente foi a pluralidade nas passarelas. Modelos de diferentes perfis reforçaram a ideia de que a moda atual busca representar a diversidade do público real, ampliando o debate sobre inclusão e autoexpressão.
Mais do que antecipar tendências, a semana nova-iorquina reafirmou a moda como linguagem cultural. As propostas vistas sugerem que o próximo inverno será marcado por peças com história, personalidade e liberdade criativa — elementos que, aos poucos, devem migrar das passarelas para o cotidiano.
Por: Revista MARI.SSOL

