O que muda na carreira e nos salários dos condenados por tentativa de golpe
Os condenados do “núcleo 1” da trama golpista passaram a cumprir pena nesta semana, após o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), decretar o trânsito em julgado do processo. Além da prisão, as decisões trazem consequências diretas sobre a vida profissional dos envolvidos, acarretando em perda de cargos e de salários.
No caso dos militares Jair Bolsonaro, Augusto Heleno, Almir Garnier, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto, todos receberam penas superiores a dois anos de prisão. Por isso, deverão enfrentar um segundo julgamento no STM (Superior Tribunal Militar), que vai decidir se eles perderão a patente. Caso isso ocorra, eles deixarão definitivamente as Forças Armadas por “indignidade ao oficialato”.
A perda de patente, porém, não significa perda de salário. Especialistas ouvidos pela CNN afirmam que ainda há um debate jurídico sobre a remuneração após a expulsão. Uma das possibilidades discutidas é a chamada “morte ficta”, interpretação que permitiria que parte da família mantivesse o pagamento como pensão, mesmo após a perda da patente.
Conforme mostrou a CNN, os salários dos militares condenados variam de R$ 12,8 mil a R$ 38,1 mil.
Bolsonaro, porém, tem uma vantagem. Ele recebe aposentadoria como ex-deputado federal, benefício que não deve ser afetado pela condenação. Por outro lado, perdeu a remuneração paga pelo Partido Liberal. O PL suspendeu o salário e as atividades partidárias do ex-presidente, retirando cerca de R$ 46 mil mensais de sua renda.