Home EconomiaPetróleo sobe mais de US$ 3 após ameaça de restrições no Estreito de Ormuz

Petróleo sobe mais de US$ 3 após ameaça de restrições no Estreito de Ormuz

Possível medida do Irã contra embarcações dos Estados Unidos e de Israel amplia tensões no Oriente Médio e reacende preocupações sobre o abastecimento global de energia.

by Marissol

Os preços internacionais do petróleo registraram forte alta nesta quinta-feira (6) após o surgimento de informações de que um comitê do parlamento iraniano avalia uma proposta para restringir a navegação de embarcações dos Estados Unidos e de Israel pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas para o comércio mundial de petróleo e gás. A notícia elevou imediatamente a preocupação dos investidores em relação à segurança do transporte de energia na região. Os contratos do petróleo Brent avançaram US$ 3,09 por barril, alta de 3,89%, chegando a US$ 82,54. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, subiu US$ 2,49, ou 3,31%, alcançando US$ 77,71 por barril.

Segundo informações divulgadas pela agência de notícias iraniana Fars, o projeto em análise prevê a proibição de trânsito de embarcações consideradas hostis pelo governo iraniano. O texto também estabelece multas que podem chegar a 20% do valor da carga transportada para quem descumprir as determinações.A movimentação ocorre em um momento de forte instabilidade geopolítica no Oriente Médio. Antes do início do conflito envolvendo o Irã, em fevereiro deste ano, cerca de um quinto de todo o petróleo e gás natural liquefeito negociado diariamente no mundo passava pelo Estreito de Ormuz. Qualquer ameaça à livre circulação na região costuma provocar reações imediatas nos mercados globais

Além das preocupações com o estreito, novos episódios de violência também contribuíram para a alta das cotações. O grupo houthi, aliado ao Irã no Iêmen, informou ter realizado ataques com mísseis e drones contra forças alinhadas à Arábia Saudita. Os rebeldes também afirmaram ter atingido petroleiros sauditas próximos ao Mar Vermelho e ao Golfo de Áden, embora não tenha havido confirmação oficial por parte do governo saudita.Especialistas do mercado observam que a escalada das tensões aumenta a percepção de risco entre investidores. Ainda que os ataques registrados até o momento não tenham provocado interrupções significativas no fornecimento global de petróleo e gás, analistas alertam que uma intensificação do conflito pode afetar cadeias logísticas e pressionar ainda mais os preços da energia.

Dados de navegação também mostram que as exportações de petróleo e condensados dos países do Golfo permaneceram aproximadamente 40% abaixo dos níveis observados antes da guerra, evidenciando que a região continua operando em um ambiente de incerteza. Para consumidores e economias ao redor do mundo, movimentos como esse costumam ter reflexos diretos. Altas prolongadas do petróleo podem impactar os preços dos combustíveis, elevar custos de transporte e exercer pressão adicional sobre a inflação, afetando desde empresas até o orçamento das famílias.

Fonte: Reuters

Por: Revista MARI.SSOL

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