Startup do DF quebra recordes e leva ciência brasileira ao topo do mundo

A ciência produzida no Distrito Federal está prestes a ocupar um dos palcos mais cobiçados do planeta. A Peptidus Biotech, startup de base científica (deep tech) residente no Biotic – Parque Tecnológico de Brasília, acaba de ser anunciada como finalista da HackBrazil. O feito coloca a empresa no topo de 1% das avaliadas em todo o país, garantindo uma vaga na prestigiosa Brazil Conference, realizada na Universidade de Harvard e no MIT (EUA), entre os dias 27 e 29 de março.

Através de uma união de competências e de uma plataforma proprietária de inteligência artificial (IA), a startup “desenha” peptídeos que resolvem problemas críticos da saúde animal com precisão cirúrgica.

O carro-chefe, MastPep, promete revolucionar a pecuária: um tratamento para mastite bovina que elimina a necessidade de antibióticos tradicionais, garantindo um leite livre de resíduos químicos. No mercado pet, a empresa já desenvolve desde cicatrizantes de alta performance até moléculas inovadoras para controle de peso em cães.

Brasília como Celeiro de Deep Techs

Para o ecossistema de inovação da capital, essa conquista é a prova de que o “quadrado” se tornou um polo exportador de inteligência. Gustavo Dias, presidente do Biotic, celebra o reconhecimento internacional:

“A ascensão da Peptidus ao palco de Harvard é um marco simbólico e prático para o Distrito Federal. Isso valida o Biotic como um ambiente que não apenas abriga empresas, mas que catalisa o encontro entre a ciência acadêmica e o mercado global. Ver uma residente nossa entre as melhores do país mostra que Brasília está pronta para a nova economia do conhecimento e da biotecnologia.”

Reconhecimento Global

A jornada rumo a Harvard não acontece por acaso. A Peptidus já coleciona prêmios de peso, como o de Startup Inovadora pela Cúpula de Inovação em Saúde e o primeiro lugar em Deep Tech pela FAPDF.

“Além dos avanços no desenvolvimento dos nossos ativos com inteligência artificial e do progresso nas negociações com grandes farmacêuticas globais, temos muito orgulho de contribuir para a consolidação da onda de deep techs no Brasil. Acreditamos que o Distrito Federal, com o apoio do Biotic, da FAPDF e de instituições como a Embrapa e as universidades locais, tem todos os elementos para se tornar um grande polo de startups de base científica impulsionadas pela bioeconomia do conhecimento”, destaca Bernardo Petriz, fundador e CEO da startup.

Ao subir ao palco em Harvard no final de março, a Peptidus não levará apenas um pitch de negócios; levará a prova de que a inovação brasiliense tem fôlego, rigor científico e escala para transformar mercados globais.

*Com informações do Biotic

Por Revista Plano B
Fonte Agência Brasília
Foto:  Divulgação/Peptidus

Related posts

Miu Miu encerra a temporada em Paris com desfile que mistura delicadeza e atitude

Rio Fashion Week retoma protagonismo e oficializa calendário de desfiles para edição histórica em 2026

Vestido de renda brasileira chama atenção em posse no Chile

This website uses cookies to improve your experience. We'll assume you're ok with this, but you can opt-out if you wish. Read More