Veja quando é indicada a primeira ida ao ginecologista

A chegada da adolescência costuma levantar dúvidas sobre o corpo, as emoções e o início da vida sexual. Nesse cenário, ter acesso a informações confiáveis desde o começo pode influenciar positivamente decisões futuras e prevenir situações de risco. Por isso, é essencial falar sobre quando e como buscar apoio ginecológico.

De acordo com a ginecologista Dra. Ana Paula Fonseca, especialista em acolhimento e cuidado íntimo, o ideal é que essa primeira consulta aconteça ainda na adolescência, preferencialmente após a primeira menstruação ou assim que surgirem questionamentos sobre as mudanças do corpo.

Importância da primeira consulta

A primeira visita ao ginecologista tem um papel essencial na educação em saúde, prevenção de doenças e no desenvolvimento da autonomia feminina em relação ao próprio corpo. “Esse primeiro contato não precisa, necessariamente, envolver exames ginecológicos invasivos, mas é um espaço seguro para diálogo e esclarecimento de dúvidas sobre o ciclo menstrual, higiene íntima, prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), vacinação contra HPV, métodos contraceptivos e até mesmo questões emocionais”, explica a Dra. Ana Paula Fonseca.

Espaço de acolhimento para as jovens

Muitas jovens acabam buscando a ginecologista apenas quando enfrentam algum problema, como cólicas menstruais intensas, irregularidade no ciclo, infecções recorrentes ou dúvidas sobre a saúde sexual. Entretanto, a Dra. Ana Paula Fonseca reforça que a consulta deve acontecer antes mesmo de qualquer desconforto. “Nosso objetivo é oferecer acolhimento e informação para que as meninas conheçam melhor o próprio corpo e sintam-se seguras em relação à sua saúde íntima”, destaca.

A médica ressalta que a adolescência é um período de intensas transformações físicas e emocionais, e ter um profissional de confiança para orientar pode fazer toda a diferença. “Muitas vezes, as jovens se sentem constrangidas ou têm medo de compartilhar suas dúvidas com a família. Ter um espaço seguro para conversar, sem julgamentos, é essencial para a formação de uma relação saudável com a própria sexualidade e saúde ginecológica”, acrescenta.

Começar o acompanhamento ginecológico na adolescência também ajuda a estabelecer uma relação de confiança com a profissional, facilitando o cuidado preventivo ao longo da vida. “Quando essa primeira experiência acontece de forma leve e respeitosa, a mulher cresce sabendo que sua saúde íntima merece atenção e não precisa ser um tabu”, conclui a médica.

Por Daiane Maio

Por Redação EdiCase

Foto: Peakstock | Shutterstock / Reprodução Portal EdiCase Digital

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