A cantora britânica Bonnie Tyler, registrada como Gaynor Hopkins, faleceu aos 75 anos. A informação foi confirmada por meio de um comunicado publicado em seu site oficial nesta quinta-feira (9 de julho). A artista morreu na noite anterior em um hospital em Portugal, em decorrência de complicações da doença para a qual recebia tratamento médico recente.
Nos últimos meses, o estado de saúde da intérprete demandou cuidados intensivos. Em maio deste ano, ela foi submetida a uma cirurgia de emergência no intestino, o que levou a equipe médica a colocá-la em coma induzido. Embora tenha apresentado uma melhora no mês passado, momento em que despertou do coma, seu quadro permaneceu crítico na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) até o seu falecimento.
Conhecida mundialmente por seu timbre vocal levemente rouco, característica que frequentemente motivava comparações amigáveis com o cantor Rod Stewart, Tyler consolidou uma carreira de cinco décadas. Seu maior marco na indústria musical ocorreu com o lançamento de “Total Eclipse of the Heart”, uma grandiosa balada que dominou as paradas de sucesso nos anos 1980. A canção, composta por Jim Steinman, acumulou recentemente a marca de um bilhão de reproduções no Spotify e mais de 1,3 bilhão de visualizações no YouTube, comprovando a atração contínua do público por sua obra.

Além desse sucesso, a artista emplacou outros hits globais, como “Holding Out for a Hero”, “It’s A Heartache” e “Lost in France”, seu single de estreia lançado em 1977 após ser descoberta por um agente em uma boate no País de Gales. O talento de Tyler rendeu três indicações ao prêmio Grammy nas categorias de performance vocal feminina. Em reconhecimento à sua vasta contribuição à música, ela representou o Reino Unido no festival Eurovision em 2013 e foi condecorada em 2022 com a Ordem do Império Britânico (MBE), honraria que lhe foi entregue pelo príncipe William.
Nascida em uma família de classe trabalhadora no vilarejo galês de Skewen, a cantora relatou ter superado a forte timidez da infância movida por sua profunda paixão pela arte. Em sua autobiografia intitulada “Straight from the Heart”, publicada em 2023, ela descreveu sua trajetória como uma jornada de superação e dedicação.

No âmbito pessoal, a artista era casada com Robert Sullivan e possuía propriedades em diversos países, dividindo a maior parte de sua rotina entre o País de Gales e Portugal. O casal, que sempre manteve uma união duradoura, enfrentou a perda de uma gravidez quando a cantora tinha 40 anos, episódio após o qual ela optou por dedicar-se ainda mais intensamente à sua profissão. Com sua partida, o cenário musical perde uma de suas intérpretes mais genuínas, cuja obra continuará a ecoar na memória de milhões de admiradores ao redor do globo.
Por: Revista MARI.SSOL
