Almería Beira Lago e o retorno do clássico como luxo contemporâneo

No Almería Beira Lago, a cozinha de carnes assume papel central como expressão de domínio técnico, respeito à matéria-prima e leitura clássica da gastronomia mediterrânea. Sob a liderança do chef Diego Moraes e a curadoria conceitual do restaurateur Guto Jabour, a casa reafirma um repertório sólido — onde cortes, pontos e molhos são tratados como gestos de precisão — em diálogo com o novo luxo defendido pelo grupo: silencioso, coerente e profundamente sensorial.

O rigor invisível por trás da escolha das carnes

No Almería, o trabalho com carnes começa antes do fogo. A seleção dos cortes segue critérios rigorosos de origem, procedência, padronização e maturação, priorizando fornecedores capazes de garantir constância e controle de qualidade. Essa etapa silenciosa é determinante para que a carne se comporte de forma previsível na grelha ou na frigideira — permitindo que o ponto, a textura e a suculência sejam resultado de técnica, não de correção.

“Quando a matéria-prima é bem escolhida, a técnica entra como refinamento. O corte certo, tratado com respeito, entrega exatamente o que esperamos no prato”, resume Diego Moraes.

Clássicos que atravessam gerações

Pratos como o Filetto di Manzo, o Steak au Poivre, o Filet Rossini ou o T-bone alla Fiorentina formam a espinha dorsal do menu. São preparações que atravessam décadas e geografias, ancoradas em técnicas francesas e italianas, e que exigem domínio absoluto para manter sua integridade.

A leitura autoral do Almería surge apenas quando o rigor já está assegurado. No Filetto di Manzo, clássico da história da casa, a releitura apresentada no Beira Lago preserva a memória afetiva do prato, mas aprofunda camadas de sabor, precisão de cocção e qualidade dos insumos — um amadurecimento técnico, não uma ruptura.

Entre França e Mediterrâneo: equilíbrio como linguagem

A técnica francesa estrutura o pensamento da cozinha: fundos bem construídos, reduções precisas, atenção ao ponto e às texturas. Já a sensibilidade mediterrânea traz clareza, leveza e fluidez ao prato.

Esse diálogo aparece, por exemplo, no T-bone grelhado com legumes à toscana, servido com abobrinha, abóbora cabotiá, vagem, couve-de-bruxelas, tomates assados no azeite, brócolis e redução de balsâmico — um prato expressivo, mas solar, pensado para compartilhar. Em contraponto, o Filet Rossini assume a face mais profunda da herança francesa, com molho rôti, batatas fondant e finalização com foie gras e brioche tostado, construindo intensidade e untuosidade sem excessos.

O clássico como gesto contemporâneo

Em um cenário dominado por menus efêmeros e experimentais, o Almería escolhe o caminho oposto: apostar no clássico bem executado. Para Diego Moraes, trata-se de um luxo silencioso.

“Técnicas consagradas nunca saem de moda. Elas funcionam, atravessam gerações e exigem domínio absoluto. Hoje, optar pelo clássico é um gesto contemporâneo”, afirma o chef.

São pratos reconhecíveis, afetivos e amplamente apreciados — mas que só se sustentam quando executados com rigor, método e identidade.

Treino, método e consistência no serviço

Garantir o ponto exato da carne, independentemente do volume da casa, é resultado de treinamento contínuo, repetição técnica e leitura atenta do ritmo do serviço. No Almería, padrões claros de cocção, cortes padronizados e métodos precisos permitem que a equipe “fale a mesma linguagem”.

Durante o serviço, ajustes finos de fogo, descanso e finalização garantem que cada prato chegue à mesa com textura e suculência preservadas. O ponto, aqui, não é improviso — é método.

No Almería Beira Lago, as carnes não são pirotecnia nem tendência passageira. São herança técnica, memória e precisão transformadas em experiência. Um repertório sólido que reafirma o valor do tempo, do gesto correto e do clássico bem executado.

Reservas disponíveis mediante consulta.

Sobre o Almería Beira Lago

Ícone de hospitalidade e alta gastronomia mediterrânea, o Almería Beira Lago é a casa-conceito do Grupo Almería em Brasília (DF). Localizado às margens do Lago Paranoá, o empreendimento é um novo paradigma em hospitalidade no Centro-Oeste: discreto, sensorial e enraizado na experiência de viver bem, com investimento superior a oito milhões de reais. Sob a filosofia de “receber como em casa” , o restaurante combina uma arquitetura que é um manifesto visual sobre o bem-estar contemporâneo (Bianca Gregório Jabour e Oceano Arquitetura) com a cozinha autoral do Chef Diego Moraes, que prioriza o uso de produtos sazonais e de origem local, fortalecendo a cadeia produtiva regional. O Grupo Almería é liderado pelo CEO e Restauranteur Guto Jabour, que consolidou a marca pela excelência em serviço e gestão.

Por Marissol Fontana – Colunista Social do Portal Plano B

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