A prestigiada revista norte-americana Time divulgou a sua tradicional lista das 100 pessoas mais influentes do mundo referente ao ano de 2026. Nesta edição, o talento e a pesquisa do Brasil ganharam evidência global com a inclusão do ator Wagner Moura e dos cientistas Mariangela Hungria da Cunha e Luciano Moreira. Os nomes foram distribuídos em categorias que celebram ícones, pioneiros e inovadores mundiais.
Recentemente indicado ao prêmio Oscar por seu trabalho no longa-metragem “O Agente Secreto”, Wagner Moura foi selecionado para o grupo de ícones globais. A relevância do artista foi reforçada pela escolha de seu rosto para estampar uma das quatro edições de capa da publicação. Nesse espaço de honra, ele divide o protagonismo com a atriz Zoe Saldaña, a comediante Nikki Glaser e o músico Luke Combs.
O perfil dedicado ao ator pela revista aborda sua postura transparente e seu engajamento cívico. O texto explora o posicionamento político de Moura e sua visão sobre os Estados Unidos, país onde reside atualmente. Durante a entrevista, o brasileiro refletiu sobre o cenário local, pontuando que, embora a nação enfrente uma forte polarização política, a verdadeira essência estadunidense reside em sua base histórica de acolhimento e imigração. Para ele, o legado de ativistas como Rosa Parks e Martin Luther King representa a autêntica alma norte-americana, superando governos transitórios.
A publicação também dedicou espaço para descrever peculiaridades do estilo de vida do ator. Afastado das plataformas sociais, ouvinte assíduo de discos de vinil e motorista de um Fusca fabricado em 1959, Moura foi definido pela Time como um contraponto analógico fundamental em uma era intensamente digital.
Além do setor cultural, a excelência científica nacional marcou presença de peso. Mariangela Hungria da Cunha, vinculada à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), foi nomeada na categoria voltada aos pioneiros. Ganhadora do World Food Prize em 2025, honraria mundialmente comparada ao Prêmio Nobel da agricultura, a cientista conquistou espaço por suas pesquisas com microrganismos. O método desenvolvido por ela permite que as plantações absorvam nitrogênio do ar de maneira natural. Segundo os dados levantados pela publicação, essa tecnologia gera uma economia anual de aproximadamente 25 bilhões de dólares para o agronegócio e evita a emissão de 230 milhões de toneladas de gases estufa.
Completa o trio o pesquisador Luciano Moreira, listado entre os principais inovadores do ano. Seu trabalho foca no desenvolvimento e na expansão de uma tecnologia que utiliza mosquitos adaptados em laboratório para frear a transmissão de vírus causadores da dengue, zika e chikungunya. A menção na Time consolida a trajetória de Moreira, que no ano anterior já figurava na seleta lista da revista Nature por suas contribuições no combate e controle do mosquito Aedes aegypti.
Por: Revista MARI.SSOL / Fonte: Agência Brasil