Comer chocolate todos os dias? Entenda os benefícios e limites do consumo

Celebrado na gastronomia e na cultura, o chocolate é um dos doces mais queridinhos mundialmente. O dia 7 de julho foi escolhido para comemorar a mais famosa derivação do cacau, sendo intitulado de Dia Mundial do Chocolate. Em homenagem à guloseima, confira detalhes sobre os benefícios, propriedades e indicações para a melhor apreciação possível do chocolate.

Chocolate e saúde

O consumo do chocolate transita em uma linha tênue entre saudável e viciante, sendo o chocolate amargo o mais recomendado. Segundo a nutricionista Luana Leite de Souza, o consumo moderado de chocolate amargo oferece benefícios para a saúde por ser um alimento rico em epicatequina e flavonoide — ajudando na redução da pressão arterial, melhorando o humor e diminuindo o risco de doenças cardíacas.

De acordo com a Anvisa e organizações internacionais FAO/OMS, o chocolate amargo é um alimento funcional pois contém compostos bioativos de efeito anti-inflamatório, vasodilatadores e antioxidantes. Em casos de enxaqueca, refluxo ou problemas de pele, o consumo diário de chocolate é contraindicado. Por conter cafeína e causar vasodilatação, pode agravar sintomas. 

Mesmo que comer chocolate venha com diversos pontos positivos, é melhor que os chocólatras de plantão não se animem muito. A quantidade recomendada do consumo diário é de 10 a 30g — aproximadamente de 2 a 3 quadradinhos por dia, conforme a nutricionista. Além disso, o chocolate ao leite ou branco não oferecem benefício algum à saúde, sendo considerados apenas como guloseimas. 

Adoçando o dia

Cientificamente, comer chocolate melhora sim o dia! Isso porque o alimento tem triptofano, um aminoácido essencial precursor de serotonina no cérebro — que aumenta a sensação de bem estar, melhora o humor e reduz a ansiedade, segundo a especialista. A liberação do neurotransmissor é associada com um efeito afrodisíaco do alimento. 

Incluir chocolate amargo em uma dieta equilibrada ainda ajuda a manter o peso almejado. Luana explica que os quadradinhos reduzem a ansiedade e a vontade de beliscar. No controle glicêmico, pode ser incluído desde que seja de 60 a 70 % de cacau ou cacau puro.

Exagero e vício

Ao contrário do que o chocolateiro ficcional Willy Wonka afirma, nem tudo aqui é comestível. O metabolismo agradece por pequenas doses de chocolate amargo, mas Luana argumenta que os outros tipos causam malefícios devido aos altos níveis de açúcar, gordura e corante. 

Sinais de exagero no consumo de chocolate incluem dor de cabeça ou enxaqueca, azia, refluxo ou má digestão e náuseas ou diarreia. “Pode ocorrer também palpitação cardíaca e insônia ou agitação”, acrescenta a nutricionista. 

E, sim, o chocolate pode causar comportamentos viciantes. Luana alerta que o vício provém especialmente dos que contém um alto teor de açúcares e gordura. “A ciência não classifica o chocolate como uma substância viciante da mesma forma que drogas e álcool, mas reconhece que pode levar à compulsão alimentar e a dependência comportamental emocional”, esclarece.

Ao ativar o sistema de recompensa no cérebro — com dopamina, serotonina e endorfinas —, o chocolate funciona semelhantemente a um comportamento de vício. “Como um jogo de consumo de açúcar em excesso”, pontua a nutricionista.

Por Painel da Cidadania

Fonte Correio Braziliense       

Foto: Tetiana Bykovets/Unsplash

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