“Desonerar a classe média amplia poder de consumo”, afirma Rollemberg

A expectativa para o mandato de deputado federal após dois anos das eleições foi um dos temas do CB. Poder — parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília — nessa terça-feira (18/3), que teve como convidado, o secretário de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio, Rodrigo Rollemberg (PSB).

Às jornalistas Denise Rothenburg e Ana Maria Campos, o ex-governador do DF falou sobre como pretende atuar em relação a pautas que o aguardam quando assumir o mandato na Câmara Federal, como a anistia para os envolvidos no episódio do 8 de Janeiro e a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil. Rollemberg deu como certa a candidatura do presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Ricardo Capelli, ao governo do Distrito Federal pelo PSB.

Como é que o senhor pretende atuar na Câmara em relação à isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil?

Para garantir a isenção do imposto de renda para quem recebe até R$ 5 mil, é essencial conversar com os parlamentares, especialmente os da Comissão de Orçamento. O mais importante é melhorar as condições da classe média brasileira, que paga muitos impostos. Nosso sistema tributário é injusto, embora tenha melhorado com a Reforma Tributária, uma grande conquista do governo do presidente Lula. Desonerar a classe média ampliará seu poder de consumo, impulsionando a economia.

O que falta para o senhor assumir?

Acho que esta semana o Supremo Tribunal Federal (STF) deve publicar a ata da reunião. Espero que, com isso, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) possa fazer nossa diplomação e, em seguida, o presidente da Câmara nos dê posse. Já perdemos dois anos e três meses de mandato, e quem perde é a população que votou. É importante registrar que esses sete deputados que vão entrar tiveram mais do que o dobro dos votos dos sete que vão sair. Para quem pegou a novela agora, vale explicar que temos maioria no STF desde junho do ano passado, quando houve uma recontagem de votos e uma nova interpretação. Estávamos com quatro votos a um quando o ministro André Mendonça pediu destaque. Logo depois, dois ministros anteciparam seus votos e, no dia 21 de junho, já tínhamos seis a um, ou seja, maioria no Supremo. Mesmo assim, tivemos que esperar nove meses para uma reunião presencial, onde os ministros repetiram seus votos e concluíram a votação. Agora, qualquer tentativa de protelar esse processo é um desrespeito à vontade popular.

Como o senhor se sente chegando ao Congresso, neste momento conturbado no país, neste debate em relação à anistia? 

Eu me sinto muito à vontade, porque sempre fui uma pessoa ponderada, equilibrada e busquei fazer justiça. Vamos analisar todos os temas com cuidado e profundidade, ouvindo todos os dados antes de tomar uma posição política. Não tenho constrangimento nenhum, mas é importante registrar que o que vivemos no Brasil foi algo extremamente grave. Houve uma articulação envolvendo altos oficiais das Forças Armadas, com a participação e conhecimento do presidente da República, que será julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nos próximos dias. Vários outros envolvidos planejavam não apenas um golpe de Estado, mas também o assassinato de um presidente, de um vice-presidente e de um ministro do STF. É algo muito sério. Claro que não podemos tratar essas pessoas da mesma forma que um manifestante que estava ali, mas também não podemos minimizar a gravidade dos fatos.

O seu partido, o PSB, tem um nome colocado como possível candidato ao governo, que é o do Ricardo Capelli. Na sua avaliação, isso está definido? 

Sobre a candidatura ao governo do Distrito Federal, Ricardo Capelli será nosso candidato. Ele teve um papel fundamental ao assumir a Segurança Pública durante a intervenção federal por omissão do governo do Distrito Federal. Conhece profundamente a região e tem se aproximado dos problemas da população, morando em locais como Sol Nascente, Santa Maria e Estrutural. Tem experiência no Executivo, ajudou o então governador do Maranhão Flavio Dino, atuou no Ministério do Esporte e, agora, na Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), conhecendo os desafios da indústria. Tenho convicção de que é o nome mais forte para unir o campo progressista na disputa pelo governo do Distrito Federal.

*Estagiário sob a supervisão de Malcia Afonso

Por José Albuquerque do Correio Braziliense

Foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press / Reprodução Correio Braziliense

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