DF mantém estabilidade nas ocorrências de homicídio e reforça ações integradas para preservar redução 

O Distrito Federal manteve, em 2025, a estabilidade no número de ocorrências de homicídio, com 208 registros, o mesmo quantitativo contabilizado em 2024 — ano considerado o mais seguro em 48 anos. Apesar da manutenção no volume de ocorrências, o indicador de vítimas apresentou variação: foram 221 vítimas em 2025, contra 211 em 2024, um aumento de 4,7%.

De acordo com levantamento da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), em 2025 houve oscilação na distribuição semestral dos registros, com aumento de 11% no primeiro semestre (de 99 para 110 ocorrências), em comparação com o mesmo período de 2024. No entanto, com o reforço de ações estratégicas e operações integradas, orientadas pelo monitoramento contínuo dos dados de criminalidade, no segundo semestre os registros recuaram 10% (de 109 para 98). 

Ainda em relação ao levantamento, em 2025 foram observadas algumas ocorrências com mais de uma pessoa vitimada, em quantidade superior ao padrão verificado no DF, o que contribuiu para ampliar o total anual mesmo com estabilidade no número de registros. Mesmo assim, o indicador segue em nível historicamente baixo: 221 pessoas vitimadas em 2025 representam o segundo menor número de toda a série histórica, aferida desde 1977.

Os dados mostram que a violência letal não se distribuiu de forma homogênea no território: sete regiões administrativas não registraram ocorrências de homicídio em 2025, reforçando a importância do direcionamento territorial e do monitoramento contínuo das áreas com maior risco.

Não registraram homicídio no ano passado as regiões do Jardim Botânico, Riacho Fundo, Candangolândia, Lago Sul, Park Way, Núcleo Bandeirante e Sudoeste. Cruzeiro e Jardim Botânico extrapolam 2025 e não contabilizam o crime há quatro anos, enquanto Candangolândia e Sudoeste estão sem ocorrências desse tipo há dois anos.

“Segurança pública se faz com transparência, técnica e resposta integrada”, afirma o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar. “Mantivemos o mesmo número de ocorrências de homicídio do ano mais seguro em quase cinco décadas, mas registramos aumento no número de vítimas, concentrado no primeiro semestre. Essa variação exige atenção máxima e atuação firme, com ações preventivas e repressão qualificada. O que nos traz confiança é que conseguimos reverter a tendência no segundo semestre, com medidas direcionadas, presença operacional e integração entre as forças.”

Pronta resposta

Outro ponto de destaque em 2025 foi o aumento da pronta resposta das forças policiais. Dentro das 208 ocorrências de homicídio, o número de elucidações em flagrante subiu de 45 registros em 2024 (22%) para 56 em 2025 (28%), indicando maior capacidade de reação imediata e reforçando a efetividade das ações policiais e do policiamento em campo. O resultado decorre do emprego coordenado das forças de segurança, com atuação integrada, uso estratégico de dados e fortalecimento das ações de inteligência e resposta rápida.

“Tivemos mais policiamento ostensivo, mais prevenção e maior capacidade de resposta imediata”, ressalta a comandante-geral da PMDF, coronel Ana Paula Habka. “Esses resultados são fruto dos investimentos contínuos em tecnologia, inteligência e capacitação do efetivo, além da integração cada vez mais sólida com os demais órgãos de segurança e com as instituições do Governo do Distrito Federal. A atuação conjunta é essencial para consolidarmos um ambiente mais seguro e garantir tranquilidade à sociedade brasiliense.” 

Medidas integradas

Entre os fatores associados à redução no segundo semestre, a SSP-DF destaca medidas direcionadas a áreas críticas, com foco na prevenção e na mitigação de riscos. Um dos principais marcos foi a restrição de horário de distribuidoras de bebidas, implementada em março de 2025, além do incremento das operações em todo o Distrito Federal, intensificando abordagens, operações e repressão qualificada em regiões estratégicas.

O impacto da medida das distribuidoras pôde ser observado no período subsequente. Nos nove meses após a implementação, houve queda nos registros de homicídio nas imediações desses estabelecimentos, em comparação ao mesmo período de 2024: 28 casos em 2024 contra 22 em 2025, o que representa a redução de 21,4%.

“As medidas foram direcionadas para atuar onde o risco é maior”, aponta Sandro Avelar. “A restrição de horário em distribuidoras, somada às operações contra o tráfico e à presença integrada das forças, teve impacto objetivo. A redução no segundo semestre é resultado de um trabalho contínuo, baseado em análise criminal e no direcionamento inteligente do policiamento. Monitoramos o crescimento dos conflitos interpessoais ao longo de 2024 e auxiliamos as forças de segurança no desenvolvimento de estratégias de prevenção criminal voltadas especialmente para intervenções no território.”

Crimes patrimoniais em queda

O DF manteve, em 2025, resultados expressivos na redução dos crimes patrimoniais. Os roubos tiveram queda em todas as modalidades, com 3.035 registros a menos em 2025, e reduções relevantes. A maior delas foi de roubo a transporte coletivo, que chegou a -51,7%, com menos 109 crimes registrados no ano passado em relação a 2024.

“Os resultados alcançados são fruto de um trabalho integrado e coordenado entre as forças de segurança, no qual a Polícia Civil do Distrito Federal exerce papel estratégico por meio de investigações qualificadas e grandes operações. Ao atuar sobre organizações criminosas, especialmente atingindo o núcleo financeiro dessas estruturas, com bloqueio de bens e interrupção de ganhos ilícitos, a PCDF contribui de forma decisiva para o enfraquecimento do crime e para a manutenção da queda dos crimes patrimoniais no Distrito Federal”, afirmou o delegado-geral adjunto da Polícia Civil do Distrito Federal, Saulo Ribeiro.

As reduções permanecem em relação aos roubos de veículos (-15,5%, com 154 crimes a menos), a transeuntes (- 15,4%, com 1.649 crimes a menos) e furtos em interior de veículos (- 14,8%, com 999 casos a menos). Já o roubo a residência registrou um crime a menos em 2025, em relação a 2024.

Além do impacto direto nos indicadores, a queda dos crimes patrimoniais tem reflexos na rotina da população, por se tratar de ocorrências mais associadas aos deslocamentos e à vida urbana. A redução de roubos e furtos contribui para ampliar a sensação de segurança em espaços públicos, no transporte e nas áreas de maior circulação, favorecendo o convívio social e a confiança nas forças de segurança.

Uisp

A redução da criminalidade no Distrito Federal, com destaque para a queda dos roubos em todas as modalidades, é resultado de um conjunto de estratégias que combinam integração entre as forças de segurança, uso de inteligência e tecnologia e atuação regionalizada, com reforço da presença institucional em áreas mais sensíveis. Nesse contexto, iniciativas estruturantes, como a Unidade Integrada de Segurança Pública (Uisp), fortalecem o enfrentamento aos crimes patrimoniais ao promover presença permanente no território, atendimento direto ao cidadão e planejamento conjunto das ações.

Inaugurada em dezembro de 2025, no Setor Comercial Sul, a primeira Uisp consolida um modelo inédito no DF ao reunir, em um único espaço físico, os órgãos do sistema de segurança pública, ampliando a capacidade de prevenção, resposta rápida e monitoramento em tempo real. A unidade integra as ações estratégicas do programa Segurança Integral, alinhadas ao Plano Distrital de Segurança Pública (Pdisp), e reforça o direcionamento de ações focadas em territórios estratégicos, potencializando a proteção da população e a redução dos índices criminais.

*Com informações da Secretaria de Segurança Pública

Por Revista Plano B
Fonte Agência Brasília
Foto: Divulgação/SSP-DF

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