DPU apresenta defesa de Eduardo Bolsonaro em processo de coação

A DPU (Defensoria Pública da União) apresentou nesta sexta-feira (31) a defesa do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) contra a denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) que o acusa de coação por sua atuação nos Estados Unidos.

O documento é uma resposta prévia antes dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) analisarem em sessão de julgamento a admissibilidade da denúncia. A DPU diz que não conseguiu contato com o parlamentar.

A defesa foi apresentada após o ministro manter a DPU como representante de Eduardo Bolsonaro. O órgão tinha pedido ao ministro para que o parlamentar fosse notificado por carta rogatória, para que ele pudesse contratar um advogado particular para fazer sua defesa.

Para a DPU, o parlamentar tinha como ser notificado por carta rogatória e isso é objetivamente previsto na legislação.

“O Brasil e os Estados Unidos são signatários do Tratado de Assistência Judiciária em Matéria Penal, promulgado pelo Decreto 3.810/2001, que prevê mecanismos de cooperação jurídica internacional e torna viável a expedição de carta rogatória”, declarou o defensor público Antonio Ezequiel Inácio Barbosa.

“A DPU não tem como obter sua versão dos fatos, documentos ou orientações sobre estratégia defensiva. A apresentação de resposta nesse cenário, sem cientificação válida, equivale a formalidade estéril destinada a convalidar nulidade processual”, completa.

O defensor diz que o tipo penal denunciado não se enquadra com o emprego de violência e grave ameaça e o que foi narrado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, foram apenas “articulações políticas” do parlamentar.

“A denúncia não demonstra que o Denunciado tenha poder de concretizar as consequências que menciona em suas manifestações. Atribui genericamente ao Denunciado a capacidade de ‘obter’ sanções de governo estrangeiro, mas não comprova que tenha efetivo poder de decisão sobre atos soberanos dos Estados Unidos”, diz.

Conforme a DPU, a denúncia confunde manifestação política com o crime de coação processual.

O defensor também aponta que não houve a intensão específica do parlamentar, que estava apenas no direito regular e de liberdade de expressão e ausência de justa causa.

A DPU pede a rejeição da ação penal contra o denunciado, destacando a ausência de justa causa, a falta de individualização das condutas atribuídas, e a inépcia da denúncia por não apresentar descrição clara dos fatos.

Por Revista Plano B

Fonte CNN Brasil

Foto: CNN

Related posts

Confira dicas para aproveitar o feriado no aniversário de 66 anos de Brasília

Após reforma do GDF no Teatro Nacional, Orquestra Sinfônica completa um ano de retorno à casa com recorde de público

Com apoio do GDF, TecnoGame 2026 reúne multidão no Pavilhão do Parque da Cidade

This website uses cookies to improve your experience. We'll assume you're ok with this, but you can opt-out if you wish. Read More