Drenar DF mapeou redes de energia, saneamento e internet para sair do papel

Para que o maior programa de captação e escoamento de águas pluviais funcione, é preciso que um sistema de direcionamento seja implantado. O Drenar DF conta com 108 túneis que vão conduzir a água da chuva para a bacia de detenção, localizada na ponta do projeto de drenagem do Governo do Distrito Federal (GDF), próxima ao Lago Paranoá.

A construção dessas estruturas ocorreu de forma subterrânea e com transtorno mínimo à população. Os túneis foram instalados em profundidades que variam de 6 metros a 22 metros. Isso porque foi preciso desviar de estruturas de energia da Companhia Energética de Brasília (CEB) e de saneamento da Companhia Ambiental de Saneamento do Distrito Federal (Caesb), além de sistemas de telefonia e internet, por exemplo, que estão instalados debaixo da terra.

“Nós tivemos que verificar com todas as concessionárias as redes existentes nos trechos previstos no projeto do Drenar DF, para que a rede do programa não interferisse na cidade. Nós consultamos até mesmo o Metrô-DF, porque existe um projeto de uma possível ampliação da rede metroviária na Asa Norte”, detalha o diretor-técnico da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), Hamilton Lourenço Filho.

Transtorno mínimo

A escavação dos túneis foi possível graças à construção de 108 poços de visita (PVs). Por serem pontos de partida para a escavação das galerias, as entradas também são chamadas de poços de ataque, e serão pontos de manutenção, inspeção e limpeza do sistema quando as obras forem finalizadas.

A metodologia empregada no Drenar é conhecida como tunnel liner e garante maior agilidade aos serviços, sem abertura de grandes valas no meio da cidade. Após a construção dos poços de visita, é feita a escavação das galerias. A depender do tipo de solo encontrado, são usadas pás, picaretas e miniescavadeiras para avançar com os serviços. A cada 46 cm de solo escavado são instaladas chapas de aço curvadas para sustentar o túnel aberto, que tem diâmetro de 3,60 metros.

“Uma grande chapa de aço forma o arco do túnel”, explica Lourenço Filho. “Concluído o trecho de escavação, é colocada uma tela de aço que recebe o concreto projetado. Depois é aplicada uma argamassa de solo-cimento para finalizar as estruturas.”

Fim de alagamentos e enchentes

Executado pela Terracap, o Drenar DF foi dividido em cinco lotes. O programa, que possui um investimento de R$ 180 milhões, duplicará a capacidade de escoamento da região sem modificar a rede existente, dando fim a enchentes recorrentes em todo o período de chuvas.

A rede de tubulação começa na altura da Arena BRB (Estádio Nacional Mané Garrincha) e vai até o Lago Paranoá, seguindo em paralelo às quadras 902 (perto do Colégio Militar), 702, 302, 102, 202 e 402, cruzando a W3 Norte e o Eixo Rodoviário Norte (Eixão), além da via L2 Norte, e chega à L4 Norte.

Concluída a primeira etapa do programa, que abrange as primeiras quadras da Asa Norte, a Terracap deve executar a segunda fase do projeto, que compreende das quadras 4 e 5 às quadras 14 da Asa Norte. O material está em aprovação na Novacap e aguarda recursos. Um terceiro projeto está em estudo para atender as quadras de finais 15 e 16.

Por Mayara da Paz da Agência Brasília

Foto:  Tony Oliveira/Agência Brasília / Reprodução Agência Brasília

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