Frei Chico critica CPMI do INSS e diz que investigação virou “palco político”

Vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi) e irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, divulgou nesta sexta-feira (17/10) uma nota à imprensa em que critica a atuação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. O dirigente sindical afirmou que o colegiado tem sido usado como “palco político” e defendeu sua inocência nas investigações conduzidas pela Polícia Federal.

“Não temo investigação, mas o que ocorre hoje é um julgamento antecipado, antes mesmo de os fatos serem apurados. É lamentável que parte da CPMI do INSS use esse processo como palco político, em vez de buscar a verdade”, disse Frei Chico no texto. Ele ressaltou que acredita na independência das instituições e afirmou ter “respeito, serenidade e fé na justiça”.

O Sindnapi, do qual Frei Chico é vice-presidente, é uma das entidades investigadas por suspeita de envolvimento em um esquema de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas. Segundo a CPMI, o volume de recursos movimentados pelo sindicato cresceu mais de 500% entre 2020 e 2024, período em que também aumentaram as denúncias de cobranças não autorizadas.

Ontem (16), a CPMI rejeitou, por 19 votos a 11, um requerimento apresentado pela oposição para convocar Frei Chico a depor. A proposta havia sido apresentada por parlamentares que defendem a oitiva de dirigentes de entidades ligadas ao INSS, com o objetivo de esclarecer o papel dessas instituições nas operações investigadas.

A nota divulgada pelo sindicalista também menciona sua trajetória política e pessoal. “Aos 83 anos, já enfrentei perseguições, prisão e tortura, mas sigo com respeito, serenidade e fé na justiça. O Brasil vive um Estado de Direito, onde a Presidência da República não interfere — e não deve interferir — nas investigações. Julgar sem provas é negar a democracia”, escreveu.

Frei Chico informou ainda que ingressou com uma ação no Tribunal de Justiça de São Paulo contra o que classificou como “acusações falsas e ofensivas” publicadas nas redes sociais. O dirigente disse confiar que o processo esclarecerá as acusações e reafirmou não ter qualquer participação em irregularidades no Sindnapi.

Por Revista Plano B

Fonte Correio Braziliense

Foto: Reprodução/ Sindnapi

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