GDF organiza dados para unificar políticas de promoção da diversidade

A Secretaria de Economia do Distrito Federal (Seec-DF) começou a buscar e catalogar dados sobre os servidores da administração direta e indireta para discutir políticas direcionadas à inclusão, equidade e diversidade, com foco em gênero e raça. O primeiro passo já foi dado: nesta segunda-feira (23), o Distrito Federal (DF) tornou-se a primeira unidade da Federação a fazer parte da Rede Equidade, formada por instituições públicas para compartilhar boas práticas nesse tema.

O acordo foi celebrado pelo secretário de Economia (Seec-DF), Daniel Izaias de Carvalho, e pela diretora-geral do Senado, Ilana Trombka. O trabalho está sendo elaborado pelas secretarias executivas de Valorização e Qualidade de Vida (Sequali) e de Gestão Administrativa (Segea), ambas da Seec-DF.

Atualmente, o GDF possui cerca de 130 mil servidores efetivos, sendo a maioria mulheres. “Vamos ampliar a discussão sobre a equidade, criando grupos de trabalho (GTs) valendo-se dos mesmos moldes que usamos para debater questões de saúde mental no trabalho”, destacou a subsecretária de Valorização do Servidor da Sequali/Seec,Tânia Monteiro.

Instituída em março de 2022, por iniciativa de órgãos como o Senado Federal, o Tribunal de Contas da União, o Conselho Nacional de Justiça, o Superior Tribunal de Justiça e outros, a Rede tem por missão promover a diversidade, equidade e inclusão na gestão pública, visando contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e sustentável. “É um marco para o GDF. Além de demonstrar nossa preocupação com a qualidade de vida e com o bem-estar do servidor, esse é um gesto efetivo para a adoção de políticas locais com foco em gênero e raça”, destacou Daniel Izaias.

O acordo foi celebrado pelo secretário de Economia (Seec-DF), Daniel Izaias de Carvalho, e pela diretora-geral do Senado, Ilana Trombka | Foto: Divulgação/Seec-DF

“Apesar de a Economia ser uma secretaria técnica, ela tem também como foco criar uma sociedade mais equânime, dando exemplos e definindo rumos dentro da administração pública”, ressaltou a titular da pasta. A diretora-geral Ilana Trombka, por sua vez, lembrou que o trabalho em rede potencializa e fortalece esse espírito de ação e ressaltou que o envolvimento das altas autoridades, se pondo à frente das iniciativas, torna o tema uma política de Estado.

No mês que vem, a Rede Equidade será apresentada à Organização das Nações Unidas (ONU), que demonstrou interesse em espalhar por seus países-membros o modelo de auto-avaliação de alguns órgãos participantes.

O secretário-executivo da Sequali, Epitácio Júnior, diz que o termo de adesão firmado pelo GDF/Rede Equidade não implica compromissos financeiros ou transferências de recursos entre os participantes e colaboradores. Com isso, o custeio das despesas de qualquer atividade fica a cargo da gestão da área — seja direta ou indireta, como fundações e empresas públicas.

O prazo de cooperação técnica tem validade de 60 meses. “Essa adesão reforça o compromisso da administração pública local com a diversidade e a inclusão”, reforça o secretário executivo da Segea, Angelo Roncalli.

Também participaram do evento da assinatura do termo de adesão Maria Terezinha Nunes, coordenadora da Rede Equidade pelo Senado; e a assessora especial da Sequali, Gilvanete Mesquita.

*Com informações da Secretaria de Economia do Distrito Federal (Seec-DF)

Por: Marissol Fontana / Fonte: Agência Brasília

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