Hfaus supera em 16% atendimentos realizados em 2024

O Hospital e Centro de Reabilitação da Fauna Silvestre (Hfaus), do Instituto Brasília Ambiental, realizou, entre janeiro e novembro de 2025, 2.274 atendimentos. A marca representa um aumento de 16% se comparada a igual período de 2024, ano da inauguração do hospital. “Os números mostram que crescemos, mas, acima disso, mostram que o Hfaus se tornou essencial”, avalia o gerente de Fauna Silvestre do instituto, Rodrigo Santos.

Segundo o gerente, em 2025, o Hfaus se firmou como instrumento de gestão de fauna silvestre, já reconhecido por todas as instituições parceiras e integrado ao fluxo oficial de resgates do DF. “Esse reconhecimento se reflete diretamente na confiança depositada pelas equipes de campo e na crescente procura pelo serviço”, ressalta.

Diante desse avanço, Santos compartilha que há a expectativa de ampliar ainda mais a capacidade de atendimento do hospital. “Estamos avaliando a mudança do Hfaus para um novo espaço, preferencialmente localizado em uma unidade de conservação administrada pelo Brasília Ambiental, o que permitirá melhorar a estrutura e ampliar a atuação”, adianta.

Governadora em exercício, Celina Leão destaca que o Hfaus tem importância fundamental para a conservação da biodiversidade e o bem-estar da fauna silvestre do Cerrado: “É o primeiro hospital público do Brasil especializado nesse tipo de atendimento, o que demonstra o compromisso do Governo do Distrito Federal com os cuidados com o meio ambiente”.

Para o presidente do Brasília Ambiental, Rôney Nemer, superar em 16% os atendimentos de 2024 mostra a necessidade latente da existência do hospital de fauna silvestre, mapeada pelos servidores antes de criação do mesmo. “O hospital, além de ser o primeiro com funcionamento 24 horas por dia e sete dias por semana, oferece atendimento de extrema qualidade. Nosso objetivo é manter a qualidade do atendimento e ampliar ainda mais as solturas e reabilitações das diversas espécies”, acrescenta.

Atendimentos

Do total de animais atendidos em 2025, 64% foram aves, 33% mamíferos e 3% répteis. O tempo médio de permanência de uma ave no Hfaus foi de 22 dias; de répteis, 27 dias; e de mamíferos, 21 dias.

As regiões administrativas com maior quantidade de animais resgatados e encaminhados ao hospital de fauna silvestre foram Plano Piloto, Taguatinga, Candangolândia, Sobradinho e Lago Norte.

Arte: Brasília Ambiental

No que se refere às espécies, a mais atendida no período foi o gambá-de-orelha-branca, também conhecido como saruê (Didelphis albiventris), com 503 registros. A segunda posição no ranking de atendimento foi do periquito-de-encontro-amarelo (Brotogeris chiriri), com 225. Na sequência, veio o sagui-de-tufos-pretos (Callithrix penicillata), com 107 atendimentos, e a coruja-buraqueira (Athene cunicularia), com 87 registros. Da ordem dos carnívoros, foram atendidos 22 animais, dos quais sete foram lobos-guará. Também aparecem quatis.

O mês de outubro foi o campeão de atendimento, com 521 registros, seguido de setembro, com 363. A principal causa de entrada no hospital foi para cuidados neonatais, ou seja, assistência a filhotes e jovens, totalizando 594 indivíduos, seguida do atendimento a lesões ou fraturas, com 499.

Referência

Criado em 2024, o Hfaus, localizado em Taguatinga, é administrado pelo Brasília Ambiental em parceria com a iniciativa privada. A unidade oferece tratamento veterinário de ponta, com equipes multidisciplinares qualificadas e preparadas para as necessidades específicas de animais silvestres, o que é crucial, pois eles exigem cuidados diferentes dos animais domésticos.

Com somente dois anos de funcionamento, o hospital já é uma referência nacional em seu modelo de atendimento, utilizando, inclusive, técnicas avançadas como o uso de pele de tilápia em ferimentos e transfusões de sangue em casos graves.

O principal objetivo do hospital é tratar e reabilitar os animais para que possam ser reintegrados à natureza, garantindo a perpetuação genética das espécies e a saúde dos ecossistemas locais.

*Com informações do Brasília Ambiental

Por Revista Plano B
Fonte Agência Brasília
Foto: Divulgação/Brasília Ambiental

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