A Lionsgate, produtora responsável pela bem-sucedida cinebiografia “Michael”, confirmou os planos para o desenvolvimento de uma continuação do longa-metragem. A decisão ocorre na esteira do notável desempenho financeiro da primeira obra, que estreou em abril e já arrecadou a expressiva marca de 715,8 milhões de dólares nas bilheterias mundiais. Durante uma teleconferência trimestral de apresentação de resultados, Adam Fogelson, presidente do conselho de cinema do estúdio, revelou que os preparativos para o novo projeto estão avançando de maneira bastante promissora.
Um dos principais destaques do anúncio é a confirmação de que uma parcela significativa do novo filme já está materializada. O executivo explicou que a equipe possui entre 25% e 30% da segunda obra já filmada, fruto de gravações realizadas durante o período da produção inicial. O reaproveitamento desse conteúdo, além de enriquecer a narrativa, trará benefícios financeiros práticos ao reduzir os custos de desenvolvimento da nova etapa. Fogelson ressaltou que existe um vasto catálogo musical e diversas passagens populares da vida do artista que não foram exploradas no primeiro filme, o que garante farto material para engajar novamente o público global.
A primeira parte da cinebiografia encerrou sua narrativa com a emblemática apresentação de Michael Jackson no Estádio de Wembley, localizado em Londres, durante a turnê “Bad” no ano de 1988. Para a sequência, a abordagem da linha do tempo promete ser mais flexível. Segundo as informações divulgadas, a equipe criativa tem a intenção de transitar por diferentes fases da trajetória do astro, podendo avançar e retroceder temporalmente para cobrir tanto momentos inéditos que ocorreram em paralelo ao primeiro filme quanto eventos posteriores.
Historicamente, a concepção da obra original precisou contornar desafios atrelados às antigas acusações de abuso infantil envolvendo o artista. Uma parcela do material gravado nos estágios iniciais teve que ser descartada quando os produtores constataram que os termos de um acordo legal entre Jackson e um de seus acusadores, Jordan Chandler, impediam qualquer representação ou menção ao rapaz na tela. Até o presente momento, não há definições claras sobre se a nova produção abordará as denúncias que vieram a público a partir de 1993 ou como esse roteiro será conduzido, restando ao estúdio o foco na estruturação das passagens artísticas e pessoais ainda não contadas.
Por: Revista MARI.SSOL

