Home Corpo & SaúdeReação alérgica alimentar: como identificar os sinais e agir em situações de emergência

Reação alérgica alimentar: como identificar os sinais e agir em situações de emergência

Especialistas alertam que reações a alimentos podem variar de sintomas leves a quadros graves de anafilaxia, exigindo reconhecimento rápido e atendimento imediato.

by Marissol

As reações alérgicas alimentares podem se manifestar de diferentes formas e com níveis variados de gravidade. Mesmo pessoas que já tiveram sintomas leves em episódios anteriores podem desenvolver uma reação grave em exposições futuras, tornando essencial o reconhecimento precoce dos sinais de alerta.

Entre as manifestações mais comuns estão coceira na boca, vermelhidão na pele, urticária e inchaço dos lábios. Também podem surgir sintomas gastrointestinais, como dores abdominais, náuseas e vômitos.

Em situações mais severas, a reação pode evoluir para anafilaxia, condição que afeta diferentes sistemas do organismo simultaneamente. Nesses casos, podem ocorrer dificuldade para respirar, tosse, espirros, queda da pressão arterial, alteração da voz, inchaço da língua, perda de consciência e, em circunstâncias extremas, parada cardiorrespiratória.

A recomendação para pessoas com diagnóstico confirmado de alergia alimentar é evitar rigorosamente o alimento responsável pela reação. Como quantidades muito pequenas podem ser suficientes para desencadear sintomas, a atenção deve se estender à leitura de rótulos, ao preparo dos alimentos e ao risco de contaminação cruzada.

Ao perceber os primeiros sinais de uma reação, a orientação é interromper imediatamente o consumo do alimento suspeito e avaliar a evolução dos sintomas. Casos que envolvam manifestações sistêmicas ou piora rápida exigem busca imediata por atendimento médico.

Sinais como sensação de garganta fechando, falta de ar, inchaço da língua, tontura intensa, desmaio ou agravamento rápido do quadro devem ser tratados como emergência. Pacientes que receberam prescrição médica para uso de adrenalina autoinjetável devem administrar a medicação conforme orientação profissional e procurar assistência médica sem demora.

Embora muitas reações tenham início poucos minutos após a ingestão do alimento causador, especialistas ressaltam que a anafilaxia pode surgir após um intervalo maior. Por isso, o tempo decorrido desde a refeição não é suficiente para descartar a possibilidade de uma reação alérgica grave.

Caso recente chama atenção para os riscos

O tema ganhou destaque após a morte da enfermeira Amanda Marinho Nascimento, de 29 anos, durante sua lua de mel em Portugal. Ela passou mal depois de consumir frutos do mar em um restaurante na cidade de Leiria. Segundo relatos de familiares, o quadro evoluiu rapidamente para uma reação alérgica grave, seguida de parada cardiorrespiratória. Amanda recebeu atendimento inicial em uma unidade de saúde local e foi posteriormente transferida para um hospital universitário em Coimbra, onde o óbito foi confirmado.

Casada havia poucos dias, ela viajava pela Europa com o marido. O casal havia visitado a Itália e seguia por Portugal antes da data prevista para retornar ao Brasil. O caso reforçou o alerta de especialistas sobre a importância do diagnóstico adequado das alergias alimentares, do acompanhamento médico e da adoção de medidas preventivas capazes de reduzir o risco de complicações potencialmente fatais.

Por: Revista MARI.SSOL

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