Veja como prevenir a intoxicação alimentar

A intoxicação alimentar é uma condição causada pela ingestão de alimentos ou bebidas contaminados por microrganismos nocivos, como bactérias, vírus, parasitas ou toxinas. Essa contaminação pode ocorrer durante o preparo, armazenamento ou manuseio dos alimentos. Entre as causas mais comuns, estão a má conservação dos alimentos, consumo de carnes malcozidas, frutos do mar crus, ovos crus, vegetais mal lavados e produtos vencidos.

Os sintomas costumam surgir poucas horas após o consumo e variam de leves a graves, incluindo náusea, vômito, dor abdominal, diarreia, febre e mal-estar. Em casos mais graves, especialmente em crianças, idosos e pessoas com imunidade baixa, pode haver desidratação e necessidade de atendimento médico.

Prevenindo a intoxicação alimentar

O ato de lavar bem as mãos antes de manusear os alimentos é essencial para prevenir qualquer tipo de contaminação. Além disso, é importante lavar frutas e vegetais em água corrente para remover sujeiras e possíveis resíduos de pesticidas. Para uma higienização mais eficaz, recomenda-se deixá-los de molho por cerca de 15 minutos em uma solução com 1 litro de água potável e 1 colher de sopa de hipoclorito de sódio.

Manter os alimentos crus separados dos cozidos também é uma medida importante, pois evita a contaminação cruzada. Refrigerar comidas perecíveis rapidamente e não as deixar expostas à temperatura ambiente por longos períodos pode prevenir o crescimento de bactérias.  

Alimentos mais suscetíveis a contaminação

Estar atento aos sinais de alimentos estragados, como cheiro, textura e aparência ruins, pode ajudar a identificar produtos que não devem ser consumidos. Segundo a nutricionista Raianne Paixão Santana, coordenadora acadêmica da Faculdade Anhanguera, as comidas mais suscetíveis a contaminações são:  

  1. Grãos e farináceos (arroz, feijão, farinha): comum a presença de pedriscos, fragmentos ou insetos; 
  2. Alimentos industrializados mal embalados: risco de plástico, vidro ou metal de embalagens danificadas; 
  3. Frutas e verduras: podem conter insetos, terra ou larvas; 
  4. Pães e queijos: sujeitos ao crescimento de mofo. 

A nutricionista alerta ainda para fragmentos de plástico ou pedriscos que podem estar presentes nos alimentos e, com isso, causar lesões físicas nos dentes, esôfago e estômago ou engasgamento. “Há também o cuidado com insetos em cima dos alimentos. É preciso destacar que muitos desses bichinhos carregam microrganismos patogênicos e podem transmitir doenças. Conforme mencionado, o mofo é sempre um risco, pois pode produzir micotoxinas, que são tóxicas e até carcinogênicas”, destaca. 

Sinais de que o alimento pode estar contaminado

A nutricionista Raianne Paixão Santana lista alguns sinais de risco de alimentos que não devem ser consumidos. Confira: 

  • Cheiro ou sabor estranho, rançoso ou azedo; 
  • Alterações na textura (pegajoso, viscoso); 
  • Presença de líquido turvo, espuma ou fermentação em alimentos conservados; 
  • Insetos vivos ou mortos, especialmente em cereais, farináceos e frutas secas. 

“Mesmo sem sinais visíveis, objetos e alimentos contaminados podem carregar microrganismos invisíveis, então a atenção deve ser redobrada”, reforça. 

Por Deiwerson Damasceno dos Santos

Por Redação EdiCase

Foto: SritanaN | Shutterstock / Reprodução Portal EdiCase Digital

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