Relator pede arquivamento do processo de cassação de Eduardo Bolsonaro

O relator do processo contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, Marcelo Freitas (União Brasil-MG), recomendou nesta quarta-feira (8/10) o arquivamento do pedido de cassação apresentado pelo PT. O parecer considera o pedido inadmissível e sustenta que as manifestações do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estão protegidas pela imunidade parlamentar. O colegiado ainda precisa votar o relatório, após o pedido de vista coletiva.

O PT acusa Eduardo de quebra de decoro por ter, segundo o partido, atuado contra o Brasil nos Estados Unidos, país onde reside desde março. O parlamentar é defensor das sanções impostas pelo governo Donald Trump, como o tarifaço e a cassação de vistos de autoridades brasileiras, além de medidas contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e sua esposa, com base na chamada Lei Magnitsky.

Marcelo Freitas afirmou que as ações e declarações de parlamentares são invioláveis no exercício do mandato e não podem ser objeto de punição, “ainda que contundentes”. O relator também rejeitou a hipótese de que Eduardo possa ser responsabilizado por decisões tomadas pelo governo norte-americano.

“As manifestações configuram exercício do direito de crítica política, plenamente protegido pela imunidade material. Qualquer tentativa de imputar quebra de decoro por atentado contra a democracia constitui extrapolação interpretativa”, afirmou.

Eduardo Bolsonaro não compareceu à sessão, nem remotamente, e tampouco enviou advogado. Por isso, a Defensoria Pública da União (DPU) designou o defensor Sérgio Armanelli Gibson para representá-lo. Em sua manifestação, Gibson também pediu o arquivamento do processo, alegando que as falas do deputado se enquadram na liberdade de expressão e no direito de opinião política.

A base governista ainda pode recorrer da decisão, apresentando recurso ao Conselho de Ética. O líder do PT na Câmara já havia pedido a suspeição de Freitas, alegando “amizade” entre o relator e o investigado, mas o pedido foi negado pelo presidente do colegiado, Fábio Schiochet (União Brasil-SC). Outras representações contra Eduardo Bolsonaro ainda tramitam na Casa.

No fim de setembro, a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o deputado por coação no curso do processo, sob a acusação de tentar influenciar o andamento de ações contra o pai, Jair Bolsonaro, com base em sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil.

Eduardo também é investigado no Supremo Tribunal Federal por supostos crimes contra a soberania nacional, no mesmo inquérito que levou à prisão domiciliar do ex-presidente por descumprimento de medidas cautelares determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes.

Por Revista Plano B

Fonte Correio Braziliense

Foto: Arquivo pessoal

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